Pra você, com amor
É isso. A gente sempre escreve para alguém, como falamos para alguém. Porque, como não faz sentido falar sozinho ou para a parede, não faz sentido escrever apenas para preencher linhas vazias.
Eu não sei o que eu escreveria neste exato momento se não fosse pra você. Se não houvesse palavras, mesmo que tortas, sem jeito, simples, estranhas... desse meu jeito sabe, que tenta fazer o melhor, mas cai sempre na mesmice.
Mas eu tento. Tento escrever coisas bonitas... sim, pra você. Porque vidas podem ter sido destruídas por essa falta de se comunicar, da necessidade antiga de escrever. De redigir.
Ah, se não que sentido faz? Não precisa me ler, não precisa nem saber que essas palavras aqui existem. Mas por favor, dê sentido a essas frases, orações, períodos. Porque aqui você é o sujeito.
Estou parecendo ridícula, quase o objeto disso tudo. Objeto direto. Sem preposição, sem impedimentos, que se doa por inteiro mas que acaba perto do ponto final, tudo o que eu menos quero nessa vida.
Como se escrever para alguém fosse fácil, mas a gente escreve... Porque não há cartas sem remetente, não há livros que são feitos destinados a prateleiras.
Não é fácil, porque não sabemos o que os olhos querem ler, mal identificamos o que eles transmitem muitas vezes.
Mas por favor, amor. Se isso não for do seu agrado, deixe guardado. Não leia.
Mas veja, querido, foi escrito pra você, contendo o pouco de mim.
(Joyce)

0 comentários
Deixe seu coments! É de grande importância para nós! ;)