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Joy, o nome do sucesso

By 08:00 , ,

Oi gente! Eu assisti ao filme "Joy, o nome do sucesso" no dia do meu aniversário - na última quarta-feira -  e achei o filme tão bacana que ele não merece apenas uma resenha. Então hoje este post está mais para reflexão, porque é isso que o filme acarreta, uma tremenda reflexão sobre a vida. Eu não esperava menos, afinal, foi indicado ao Globo de Ouro, além da Jennifer Lawrence (personagem principal) ao Oscar na categoria de melhor atriz. Sem falar na atuação impecável de Bradley Cooper. Segunda vez que trabalham juntos e são bem sucedidos, sou fã desde "O lado bom da vida".


A história, bem resumidamente, é sobre a Joy Mangano (Jennifer Lawrence), criativa desde a infância, entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e depois de tanto tentar pôr no mercado a própria invenção do esfregão (que torcia sem precisar usar as mãos), tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos. O filme é baseado em uma história verídica.


A criança
"Joy, o nome do sucesso" vai do drama ao cômico em minutos. Mas uma coisa é certa: Ele te prente do início ao fim numa proposta de flashbacks: aparece a infância da Joy e, logo, lá está ela adulta se virando em mil e cuidando de sua filha. Como eu disse, me causou uma reflexão. A Joy, desde criança tinha o dom de inventar coisas e criá-las - no sentido concreto da palavra. Sua avó sempre a apoiou nesse quesito e foi a única que a apoiou por muito tempo. Mas o que mais me tocou foi a Joy conversando com ela mesmo, isso... com a mini Joy, lá da infância. E aqui que eu queria chegar. Quantas vezes a nossa criança interior nos cobra, nos fala ao ouvido e fica lá no fundo da nossa mente ecoando uma voz? A minha pergunta diariamente se era aqui, onde estou, que eu queria estar. Se eu estou satisfeita em estar fazendo o que simplesmente resolvi fazer adulta. Porque a gente sabe... no fundo, a felicidade só depende disso. De uma conversa sincera com aquela criança que tanto queria crescer e desvendar o mundo e criar coisas maravilhosas - que saíssem do papel. Eu me lembro, de quando mais nova, criar uma casinha de papelão, caixinhas de fósforo e muito lápis de cor para brincar com as minhas Pollys. E daí que eu cresci e me formei design de interiores... Que loucura... Hoje posso projetar umas decorações de verdade. Assim como os vestidos que eu desenhava aos 8 anos e colava ímas atrás deles para todos os dias trocar a roupa da boneca de papel no quadro de metal. Eu gostava tanto disso que fui fazer Desenho de Moda depois de alguns anos... E agora vou fazer um curso de Modelista. No fundo, acho que todo mundo tem um pouco da Joy. Um hobby pode virar um negócio. Mas dependemos de pôr as cartas na mesa com aquela criança, para ela nunca nos deixar abandonar nossos planos e sonhos. E nos dar coragem.


Padrões e sociedade
O filme se passa há algumas décadas (podemos observar pelas roupas, cenários...) - ainda não encontrei o ano exato. Mas  percebi que essas décadas cobravam que a mulher fosse casada, tivesse filhos, fosse a dona de casa e esposa perfeita e o clichê de sempre - que me perdoem os conservadores! - e mais um trabalho... a mulher moderna já havia surgido, mas ainda não dera o ar da graça a famosa emancipação, mesmo com o divórcio que é retratado no filme (não falo desse tipo de emancipação, mas sim da mulher ser ela mesma). Então a Joy tentou seguir esses padrões, acredito que, até mesmo, por influência de sua avó, mas a sua vida é virada ao avesso. Seu marido muda, ela volta a morar com a mãe, esta que por sua vez, divorciada há anos, não consegue admitir que homens pisem em seu quarto (para ela é um ato desrespeitoso) - nem para trocar canos que estouraram. Então vemos muito da sociedade patriarcal e machista presente no filme, o que também causa diversas reflexões e comparações com os valores da sociedade atual.


Marketing
Por mais que a Joy tivesse ideias, ela não conseguiria vender seu produto sozinha. No entanto, seu discurso era tão persuasivo que conseguiu influenciar o dono de um canal televisivo, que fazia vendas por telefone, para que investisse na propaganda de seu produto. Mas foi muito investimento jogado fora, investimentos pelos ares! 50 mil espanadores - que representavam a hipoteca de sua casa e empréstimos em cima de empréstimos. Isso tudo porque o ator escolhido para propagar no canal fracassou. Mas a Joy teve uma segunda chance e, se ela vendeu o produto para o dono do canal televisivo, era ela quem venderia também quando estivesse no ar. O marketing é a alma do negócio e nada mais justo fazê-lo, expondo sua história real.


Independência
Ah, isso só pode ser de Joy! rs O filme revela muitas surpresas que não quero revelar aqui - de como o mundo dos negócios é uma montanha russa. Um dia você está lá em cima, no outro, você despenca. No caso da Joy, para ela conseguir ascender e permanecer no alto, ela mostrou-se independente. Ninguém assinaria em nome dela, ela procuraria empresas, ela resolveria processos e estudaria seu próprio caso. Acredito que a personagem levou para o cotidiano a função de "faz-tudo" que ela sempre teve em casa com sua família louca. Por fim, numa sociedade marcada pelo patriarcalismo, o segredo foi acreditar no seu potencial, dialogar com a criança cheia de sonhos que fora e aliar à isso o seu discurso persuasivo e a independência que tinha dentro de si para ser o nome do sucesso. 

Fica o trailer!


Espero que tenham curtido. Já assistiram? Amaram tanto quanto eu ou não? Ou ainda não viram e estão curiosos?
Comenta aí, vou adorar saber!
Beijos!

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2 comentários

  1. Oi Joy, ainda não assisti, acredita? Ele está aqui no pen drive me esperando, mas tanta gente me falou mal que eu estava até com receio. Mas esse seu post me fez repensar isso ai, vou assistir sim!
    Beijos!!
    Blog Amanda Hillerman

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    Respostas
    1. Oi, Amanda! Sério? Poxa, veja! Embora o final seja morno para alguns, eu curti bastante pelas reflexões. Espero que goste também!
      Beijinhos

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